Friday, 6 February 2009

"POLÍCIA PARA QUEM PRECISA"

Quando era menino na cidade de Araraquara, acostumava a brincar de soldado e ladrão junto com os amigos. Nós separávamos a turma que fazia parte da polícia e a turma dos ladrões e quando os membros da polícia pegava algum "ladrão", este era imediamente levado para uma prisão imaginária até que algum outro "ladrão" o salvasse com um toque.
No entanto, há de se considerar que mesmo nas tenras imaginações, não se pensava em fazer conluio, ou seja, nem polícia e nem ladrão faziam pacto para burlar as regras do jogo, ou seja, polícia era polícia e "ladrão" era "ladrão", os conceitos e funções eram bem definidos.
Essa semana no interior de São Paulo, polícia e ladrão fizeram um pacto para agirem juntos no roubo a um determinado banco. O banco foi assaltado, o alarme acionado e o posto policial que ficava a quatrocentos metros do banco, demorou nada menos que vinte minutos para atender o chamado. É claro que quando a polícia chegou, os ladrões já tinham se retirado do local.
Em tempos de crise ética e moral que assola a sociedade as pessoas já não se espantam mais com notícias como essa, porque paira sobre o senso comum que todos são corruptíveis e que todos os papéis sociais exercidos na sociedade levam a um só caminho: à busca de uma fortuna imaginária e que para alcançá-la é possível fazer qualquer coisa, até mesmo, reconstruir conceitos e papéis sociais.
Na relação entre polícia e ladrão, lembrei-me de uma canção de Chico Buarque na qual ele diz: "chame o ladrão, chame o ladrão, chame o ladrão".

ORÇAMENTO PARTICIPATIVO DE CAMPO LARGO


Na distribuição de cargos do segundo mandato do prefeito Edson Basso, o PT (Partido dos Trabalhadores) ficou sendo o responsável pela organização do orçamento participativo.
Até aí, tudo bem, manteve-se a coerência, pois foi o partido pioneiro na aplicação desse instrumento democrático de governo.
No entanto, é justo lembrar, que Campo Largo é governada por uma elite conservadora e que utiliza todos os recursos possíveis para manter os seus privilégios e o PT se caracteriza como um partido sem tradição local.
Por conseguinte, na apresentação do orçamento participativo, alguns princípios democráticos foram enfatizados, tais como, a auto regulamentação, a constituição de espaços deliberativos, as eleições de delegados que representam a comunidade, a prestação de contas e a inclusão social.
Ora, esses princípios são fundamentais para a manutenção e a ampliação do processo democrático que deveria permear não somente os princípios do orçamento participativo, mas também os Conselhos Municipais que são fundamentais para a gestão municipal.
Nesse contexto, compete perguntar, será o PT capaz de aplicar os princípios democráticos no orçamento participativo de Campo Largo sem se deixar influenciar pela elite conservadora?

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