Saturday, 15 January 2011

As enchentes e o descaso político

Falar sobre enchentes nessa época do ano é repetir tudo o que vem sendo dito por aí, no entanto, este blogueiro tenta sair um pouco do senso comum e estabelecer um parâmetro para analisar a questão, coisas que as grandes redes de televisão e até mesmo a internet não gostam de apontar mas, se faz necessário tendo em vista as mortes causadas.
Os grandes vilões são os políticos dessas cidades, prefeitos e vereadores que permitem as construções em áreas de risco. Eles dão autorização para construção ou se não dão, também não são capazes de fiscalizar o que está sendo feito nos municípios.
A pergunta que cabe nessa situação é a seguinte: mais vale regularizar essas áreas mesmo sabendo dos riscos que os moradores correm e cobrar o IPTU ou preservar as pessoas dessas situações?
Para não desagradar os moradores ou associações de bairros os políticos se curvam aos interesses proeminentes e se preocupam apenas com a próxima eleição, enquanto a população paga o preço do descaso político.

A qualificação técnica do político

O fenômeno da mundialização ocasionou várias transformações sobre o mundo - as relações sociais se alteraram, as relações economicas se sobrepuseram e como não poderia deixar de ser diferente também alterou sobremaneira as relações políticas.

No que concerne às relações políticas compete salientar que as decisões que são decorrências delas precisam ser tomadas em curto espaço de tempo, tendo em vista as necessidades econômicas que lhe são provenientes, sendo assim, para que sejam tomadas as decisões, os políticos precisam estar tecnicamente bem formados, uma vez que precisam deliberar sobre vários temas ao mesmo tempo, e o que é pior, sem tempo para discutir tecnicamente.

Como diz o ditado, "tempo é dinheiro" e esse adágio popular está mais vivo do que nunca. Para poder dar conta da demanda política existente e que não é pequena, o político precisa ter uma qualificação técnica cada vez maior se quiser ser ouvido e respeitado e deixar de ser inúmeras vezes manipulado por técnicos das mais variadas áreas.

Friday, 14 January 2011

O planejamento e a campanha política

Uma campanha política não pode ser feita sem um planejamento. No entanto, o que signfica planejar? Planejar significa colocar objetivos e estabelecer meios para atingí-los.
Numa campanha política como não poderia ser diferente, para fazer o planejamento tem que se levar em conta as características do candidato. Cada candidato é único e possui as suas próprias peculiaridades.
O candidato tem que levar em conta para fazer um bom planejamento político: as cidades, as relações sociais, o discurso a ser organizado e as plataformas de ação.
Compete salientar que as estratégias para o planejamento são únicas, ou seja, cada candidato terá uma forma de atuar junto ao eleitorado, isso significa que as "fórmulas" de atuação não serão iguais para todos os candidatos.

A campanha política, o blog e as redes sociais

As campanhas políticas ganharam grandes aliadas nos últimos anos com o desenvolvimento da democracia 2.0. Trata-se de ferramentas de trabalho que são capazes de atingir um número incalculável de pessoas dependendo do trabalho a ser realizado.

As redes sociais, como orkut, o facebook e o twitter por serem capazes de aglutinar grande número de pessoas se transformaram em ferramentas indispensáveis para as campanhas, no entanto, uma ferramenta que se destaca entre elas é o blog.

O blog é capaz de fazer com que o candidato escreva as suas idéias e divulgue a sua agenda. São essas questões que dão firmeza ao eleitor. Através dele o candidato também pode estabelecer um feedback com os eleitores, criando uma relação sadia de responsividade.

No entanto, algumas questões o candidato deve ficar atento - claro que nao se trata de estabelecer censura, mas sim de monitoramento. Todas as ferramentas da internet que são utilizadas para uma campanha ou mesmo para um processo de desenvolvimento de mandato devem ser monitoradas tendo em vista os vários interesses em jogo.

Thursday, 13 January 2011

Os prefeitos, os crimes e a Polícia Federal

A Polícia Federal está apontando que três mil prefeitos brasileiros estão sendo investigados por vários tipos de crime: corrupção, desvios de verbas e por aí vai. Uma notícia dessas não é mais capaz de chocar a opinião dos brasileiros – paira sobre a nação o descrédito e o asco que a política ultimamente ocasionou sobre a população.
O que mais choca é de saber que o Brasil possui aproximadamente seis mil municípios. Isso significa que mais de cinqüenta por cento das cidades brasileiras possuem os seus prefeitos sendo investigados pela PF.
Relacionar política com crime é um negócio perigoso pois é capaz de colocar em cheque o sistema político vigente. Lembrando que o prefeito pertence ao Poder Executivo, aquele que é capaz de direcionar as ações políticas e que também possui a chave do cofre.
Obs: Os crimes na política brasileira acontecem nos municípios. Em Brasília ocorre apenas a ratificação deles.

Tuesday, 11 January 2011

A importância da agenda política

Muitos candidatos desconhecem, mas uma boa campanha política começa pela organização de uma agenda. A agenda precisa comportar visitas a membros de todos os segmentos sociais: metalúrgicos, bancários, comerciários, associações de bairros, etc.
Para isso se faz necessário tomar as decisões com antecedência. Não se pode deixar para fazer campanha nos últimos três meses antes do pleito. A campanha política tem que ser feita durante o período que antecede a eleição, claro que os devidos cuidados são necessários para não ferir a legislação eleitoral, mas um caminho pode ser aberto tendo em vista os interesses que se estabelecem.
Essas visitas e diálogos fornecerão subsídios necessários para o mapeamento das questões pontuadas e servirão de base para o discurso a ser organizado durante a campanha.

José Sarney: o rei do Senado

Entra governo e sai governo, está ele lá na presidência do Senado. As vezes se afasta da presidência, mas torna-se o "melhor" amigo do rei ou digo, do Presidente. Dessa vez, aliado assumido do ex-presidente Lula e companheiro da campanha de Dona Dilma, está à frente do senado novamente e vai conduzí-lo em busca da melhor governabilidade.
Eu estou falando de José Sarney, dinossauro da política brasileira que vai assumir novamente a presidência do Senado. Tudo bem que o PMDB possui a maioria dos membros da Casa e tem o direito de ficar com a presidência. O problema é: não existe outro nome que seja capaz de assumir a presidência do Senado, a não ser José Sarney?
O importante ressaltar é que vivemos em um sistema democrático e que o rodízio de lideranças faz bem não só para o fortalecimento do sistema político como também é capaz de faz surgir novas idéias e novos estilos de "fazer política". O PMDB por mais fisiologista que seja possui nomes suficientes para colocar em seu lugar, resta saber se possui o mesmo poder de influência sobre a política brasileira.

Dona Dilma e a conta do PMDB

A governabilidade é a questão política que mais deve preocupar Dona Dilma. E o que há de se temer por ela é justamente o seu vice, Michel Temer. Político de renome e criado no meio das raposas do Congresso pertence ao PMDB, partido sem linhagem política definida, mas que ama o poder. O PMDB por ser grande demais possui condições de barganhar, jogar, impor derrotas e muitas de vezes de dar as cartas.
A temeridade já começou e tem nome, salário mínimo. O partido possui uma proposta diferente da do governo e já começou a incomodar. Temer por sua vez, tem que fechar com o governo, por ser vice, tem essa obrigação, mas, com certeza irá subir no muro e ver as discussões entre o partido e o governo da arquibancada e já avisou que deixará a liderança do partido tomar a frente das negociações.
Com certeza, a guerra da governabilidade no governo de Dona Dilma está apenas começando.

Sunday, 9 January 2011

Lula e o medo de decidir

Está certo que Lula terminou o seu mandato com alto índice de aprovação pela população. Fez um governo com característica populista e usou do seu carisma para cativar até mesmo alguns opositores históricos, mas, deixou uma herança para a Dona Dilma, ou melhor, algumas heranças políticas que podem custar a popularidade da nova presidente ainda em início de mandato, isso porque teve medo de tomar decisões difíceis e que poderiam custar um pouco de sua popularidade, por isso, terceirizou as decisões.
Me refiro ao caso Batisti e o processo de compra dos caças que estavam a pleno vapor durante o final de seu mandato. Dona Dilma terá que ter habilidade política para lidar com temas tão espinhosos no início de mandato. O caso Batisti vai para a corte de Haia e precisará de uma diplomacia mais refinada para ser resolvido, o caso dos caças sofre com os inúmeros lobbies e interesses envolvidos.
Não se trata agora de achar que Dona Dilma não terá habilidade o suficiente para resolvê-los, o caso é ratificar a dificuldade de um político populista como Lula de tomar decisões políticas "difíceis", tendo em vista que havia tempo o suficiente para resolvê-los dentro de seu governo e ainda poderia ter utilizado de sua popularidade para resolvê-los, mas, no entanto, preferiu passar adiante as decisões.

A difícil relação entre o assessor político e o político

A relação entre o assessor político e o político nem sempre foi fácil de compreender. O assessor possui uma formação mais técnica e intelectual e o político na maioria das vezes pensa e age na base da emoção, tendo em vista que nem sempre possui condições intelectuais para exercer um cargo mas possui através das urnas a legitimidade suficiente para um mandato.
É sobre esse pano de fundo que surgem os atritos entre o assessor e o político. O político costuma fazer "aquilo que quer" na campanha ou mesmo no gerenciamento do seu mandato, sem levar em conta as opiniões dos que o assessoram.
Uma campanha política ou o gerenciamento de um mandato precisam ser organizados dentro de parâmetros racionais para que não haja erro tanto no público alvo quanto nas questões a serem pontuadas.
O assessor organiza o caminho para a tomada de decisões. É claro que essas questões precisam ser pontuadas juntamente com o político através de reuniões periódicas e com temas definidos, assim, pode-se estabelecer os critérios para atuação da assessoria política. Na verdade, esse seria o caminho ideal para a construção de uma relação salutar e racional entre os assessores e o político, mas nem sempre isso ocorre.
O político levado pela sua personalidade forte e centralizador muitas vezes faz do assessor apenas um fantoche, na medida em que sempre as suas opiniões é que precisam prevalecer, por isso a contratação de um assessor dificilmente passa por critérios racionais - é mais fácil contratar um parente para o organizar as campanhas e organizar a agenda do que se preocupar em contratar um profissional habilitado para organizar a campanha ou gerenciar o mandato, tendo em vista que este vai duvidar, fazer proposta, estabelecer parâmetros e critérios, chamar reuniões e assim se transformar em um "problema" para o político.

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