Friday, 1 April 2016

Imposto sobre grandes fortunas, agora?

Dias atrás foi lançado pela Presidente Dilma Roussef algumas diretrizes políticas para o futuro de seu governo. Entre essas diretrizes, percebi a seguinte frase: "Taxar impostos sobre as grandes fortunas". Como o governo Dilma é continuação do Governo Lula, cabe a pergunta:
Porque tal proposta não foi feita durante o governo Lula que chegou a ter 85% de aprovação nacional?
Não me cabe aqui nesse pequeno texto apontar essas razões, mas as investigações da Operação Lava Jato talvez possa estar dando algumas respostas.
No entanto, taxar grandes fortunas significa de alguma forma tentar aplicar a máxima de que quem ganha mais, ou tenha mais recursos financeiros, paga mais impostos para serem revertidos em programas sociais do governo, contribuindo para diminuir as distâncias da pirâmide social.
Com 85% de aprovação nacional, Lula teria o apoio geral, tanto por parte dos políticos quanto por parte da sociedade, mas não o fez e ficou sentado sobre a sua popularidade, sem tomar atitude alguma, mas ficou costurando com as elites do país as propinas da Petrobras.
Com o governo Dilma fazendo água, o Partido dos Trabalhadores tira da cartola a velha proposta de taxar as grandes fortunas, agora?? Não seria tarde demais? 

O PT (Partido dos Trabalhadores), a honestidade e a lanterna

Enquanto esteve na oposição, o PT (Partido dos Trabalhadores) se colocava como o paladino da moral. Todos os membros do partido se achavam honestos, lutavam ferozmente com aqueles que detinham o poder. Faziam oposição ferrenha e de cárater ácido. O PT (Partido dos Trabalhadores) chegou até mesmo a pedir impeachment várias vezes do Governo FHC.
Pois bem, o tempo passou e Lula foi eleito presidente no ano de  2002. De lá para cá, não se viu nada de diferente em relação ao comportamento histórico dos políticos brasileiros: corrupção, organização de quadrilhas e usurpação dos cofres públicos. Essas ações foram  constantes durante todo o período republicano brasileiro, mas que o PT (Partido dos Trabalhadores) tinha a obrigação moral de alterar, tal a moralidade que o partido pregava enquanto era oposição. A atitude corrupta do partido provada com os desdobramentos da operação lava jato contraria a máxima deixada pelo PT quando fazia parte da oposição, que os seus membros eram mais honestos do que os políticos tradicionais brasileiros.
Nesse contexto, a honestidade na política brasileira me faz lembrar Diógenes de Sinope, o grego cínico que andava pelas ruas procurando um homem honesto com uma lanterna. Nos dias difíceis do Brasil de hoje, seguramente Diógenes teria a sua lanterna furtada ou mesmo a luz da lanterna apagada, mas encontrar um homem honesto que é bom....isso é outra história.

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