Thursday, 7 April 2016

A diferença entre a Islândia e o Brasil

Essa semana o Primeiro Ministro da Islândia foi citado no escândalo do Panamá, onde várias personalidades do mundo todo possuem contas offshore e que são consideradas legais desde que declaradas ao Leão do Imposto de Renda.
Sabendo do envolvimento e das investigações sobre o Primeiro Ministro, 10.000 islandeses foram às ruas de Reijkavic pedir a sua renúncia e foram prontamente atendidos. O Primeiro Ministro disse que não poderia continuar no cargo sendo alvo de investigação de tamanho vulto.
Pois bem, aqui em Terra Brasilis o governo  de Dona Dilma e a trupe do PT vem sendo investigados desde 2014, portanto dois anos já se passaram. Muita coisa já ficou provada, desvios de recursos da Petrobras, propinas para a campanha presidencial de 2014 e até mesmo suposição em envolvimento de homicídio, além do que mais de 1 milhão de pessoas foram às ruas pedir a renúncia da Presidente e a sua trupe.
No entanto, Dona Dilma não é capaz de realizar um gesto nobre como o do Primeiro Ministro da Islândia e olha que ele nem foi acusado, apenas está sendo objeto de investigação. 

Wednesday, 6 April 2016

Os impeachment's

Primeiro veio o pedido de impeachment contra a Presidente Dilma Roussef justificado pelas pedaladas fiscais e políticas de seu descontrolado governo. Depois, veio o pedido de impeachment contra o vice-presidente Michel Temer que está sendo acusado de despropósitos políticos durante o curto tempo em que curtiu a cadeira da titular. 
Pedir o impeachment do vice-presidente sem esse assumir a titularidade do governo é para ser considerado no mínimo inusitado. É a mesma coisa que expulsar um jogador de futebol do banco de reservas, não altera em nada o time titular, apenas o treinador ficará com uma opção a menos caso queira mexer no time.
Agora, o Movimento Brasil Livre (MBL) quer o impeachment do ministro do STF, Marco Aurélio Mello, que está sendo acusado de ser o mais petista dos Ministros, uma vez que está usando de alguns instrumentos jurídicos para constranger Eduardo Cunha a aceitar o pedido de impeachment contra o vice-presidente Michel Temer.
O instrumento do impeachment é fundamental para o exercício da democracia plena. Não pode ser usado como um joguete pelas instituições políticas do país e nem em qualquer circunstância. É necessário equilíbrio uma vez que o que está em jogo é a (re) construção da democracia no país. 
Hoje, os poderes não se entendem. O Executivo não governa devido à crise política instalada, o Legislativo não funciona na medida em que não consegue construir o consenso para a saída da crise e o Poder Judiciário tem o ego dos membros exaltados e atirando para todos os lados e tem até ministro do STF dando entrevista em shopping center.
Nesse contexto, como vamos conter os pedidos de impeachment?

Tuesday, 5 April 2016

A pedalada política de Dilma Roussef e o autogolpe

Depois de ter praticamente rompido com o ex-presidente Lula, Dona Dilma Roussef com os percalços de seu governo, resolveu apelar ao ex-presidente para socorrê-la do processo de impeachment que está sofrendo na Câmara. 
Como é de conhecimento de todos, ela vem tratando o impeachment como um golpe que está sendo aplicado pelas elites do país. Ela argumenta que não fez as pedaladas fiscais e anda usando o Palácio do Alvorada como palanque, onde vocifera aos quatro cantos do mundo que um golpe está sendo aplicado à democracia brasileira.
A Presidente Dilma Roussef  convidou o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva  para ocupar o Ministério da Casa Civil, que possui entre outras prerrogativas a missão de costurar os conchavos de interesses do governo dentro do Congresso Nacional.
Acontece que Lula é uma "eminência parda" e se coloca acima da própria Presidente, pois ele é muito maior do que todo o Governo Dilma. Ora, colocando alguém de tamanho vulto para costurar as presepadas políticas feitas durante o seu governo, Dona Dilma está dando um tiro no próprio pé. Não pode alegar que a elite está dando golpe, quando ela mesma na medida em que escala o ex-Presidente está praticando um autogolpe, uma vez que Lula vai fazer a única atividade que resta em seu governo, a articulação política.
Na medida em que seu governo naufraga, só resta a ela organizar conchavos com o Congresso, porque ninguém mais discute economia, política social, segurança em seu governo, apenas e tão somente a articulação política para se salvar do processo de impeachment e tal missão não lhe pertence, por isso não possui as rédeas da situação e se o STF aceitar a nomeação de Lula como Ministro será ele que dará as cartas do governo Dilma.

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