Tuesday, 16 February 2016

Resumo - Formação econômica do Brasil


FURTADO, Celso. Formação econômica do Brasil. São Paulo: Atica, 1994.

Resumo

Parte 1
         A ocupação econômica da América se estabeleceu num contexto de franca expansão comercial da Europa. Portugal enfrentava sérios problemas com alguns países europeus, principalmente a França e tinha receio de perder a colônia e para isso acelerou o processo de colonização.
A Espanha, também colonizou parte da América Latina, explorando o ouro e a prata existente no continente. No entanto, a Espanha desencadeou um processo de colonização mais ágil.
Como forma de explorar a colônia, Portugal optou pela exploração agrícola e a partir disso desencadear a agricultura comercial. Essa opção nasceu devido ao pouco êxito em encontrar metais preciosos.
A opção para a exploração agrícola não era nova para Portugal, eles já tinham a experiência da Ilha da Madeira e dos Açores. Nesse contexto, Portugal tinha que ser preocupar com a concorrência da Holanda que também explorava o comércio agrícola mundial.
            Como forma de explorar a agricultura, Portugal usou a mão de obra escrava, mas a Holanda deteve o monopólio do comércio marítimo europeu até 1730.
         A união ibérica entre Portugal e Espanha desarticulou o comércio holandês, que havia invadido uma parte da colônia portuguesa- a região nordeste.
         Com a expulsão dos holandeses do nordeste da colônia, eles migraram para a região do Caribe, estabelecendo forte processo de produção e ainda com desenvolvimento de técnicas – esses fatores somados contribuíram de forma significativa para a diminuição dos preços dos produtos e para a quebra do monopólio.
            Durante a União Ibérica, Portugal perdeu seus postos comerciais no Oriente e alienou parte de sua soberania para a Inglaterra. Posteriormente, com a descoberta do ouro nas Minas Gerais, Portugal enviava os seus minérios para a Inglaterra. A exploração do ouro por Portugal, contribuiu significativamente para a expansão demográfica.
            Com a chegada da família real na colônia, a Inglaterra passou a ter mais liberdade de atuação e a ganhou inúmeros privilégios.
 Parte 2
 Com a chegada da família Real no Brasil passou a ser concedido favores governamentais para quem instalasse engenho – nos engenhos, de uma forma geral, existia mão de obra assalariada, mas a renda era concentrada pelos senhores de engenho.
A escravidão que a princípio era organizada sobre os indígenas se transferiu para os africanos. Essa troca foi organizada porque segundo os portugueses, os indígenas eram preguiçosos – os escravos possuíam mais vigor físico e aptidão para o desenvolvimento dos trabalhos.
Quase toda a renda da colônia provinha da exportação dos produtos primários e os gastos eram organizados sobre as importações. A dependência da importação de produtos primários para gerar divisa era significativamente dificultosa pois uma queda no consumo, geraria também perdas honerosas para o país.
A economia canavieira foi significativa para o país tendo em vista a sua extrema especialização. O Brasil era um país especialista na economia açucareira pois possuía uma enorme quantidade de terra a ser explorada no território.
A diversificação da economia brasileiro começou timidamente com a expansão do gado para o interior do país.
A economia canavieira da colônia se concentrava principalmente na região nordeste. Com o crescimento extensivo, havia a dificuldade de mudanças no que diz respeito à produtividade. Os recursos para a importação de mão de obra e equipamento eram pequenos, por isso a dificuldade de mudar a questão da produção no Brasil.
O século XVII apresentou dificuldades políticas para a Colônia – as dificuldades com a União Ibérica, a França equinocial e a região do Prata, ameaçada por causa dos criadores de gado.
 Parte três
       A crise na cana de açúcar levou a metrópole a procurar metais preciosos na colônia.Os portugueses usaram bem os paulistas por causa do conhecimento adquirido sobre o interior do país.
A mão de obra durante a exploração do ouro não era basicamente escrava, eles podiam trabalhar por conta própria e alcançar a liberdade – nesse contexto, se ampliou a possibilidade de ascensão social.
No sul, desenvolvia-se a pecuária e o sistema de transporte começou a ser desenvolvido – a priori, o transporte usando animais.
            A exportação do ouro atingiu seu ápice por volta de 1760, mas logo entra em declínio – nesse período, os primeiros núcleos urbanos e semi-urbanos passam a se desenvolver, mas não ocorre nenhum desenvolvimento manufatureiro.
            Os ingleses, por causa da influência sobre o reinado no Brasil conseguiram fortalecer seus bancos nas metrópoles e fortalecer seu caixa o que vai ser significativo nas lutas contra Napoleão Bonaparte.

Parte 4

Durante o século XVIII, o Brasil recupera mercado para o açúcar, depois de uma crise estabelecida com a entrada dos holandeses na concorrência do mercado mundial, mas mesmo assim, a renda per capita continuou muito baixa.
            O estados do Maranhão e do Pará se tornam dois sistema macroeconômicos: o Pará com o sistema extrativista florestal dos jesuítas e o Maranhão com a articulação pecuarista do Nordeste.
            A influência do Marques de Pombal na região é muito significativa, a companhia do comércio foi muito capitalizada.
            Nesse período ocorreu a independência dos EUA e a diminuição da oferta de algodão é significativa. O Maranhão torna-se grande produtor de arroz e ocorre grande depressão nas outras regiões coloniais.
            Nesse período ocorreras guerras napoleônicas, o que foi capaz de desarticular  o Império Espanhol, mas ao mesmo tempo houve um crescimento vertiginoso da industria têxtil inglesa.
            O tratado assinado com a Grã-Bretanha em 1810 limitou a autonomia brasileira – limitação que foi reforçada como novos tratados até 1827, mas que ajudou Portugal a sanar a divida externa portuguesa.
            A luta entre o Brasil e a Inglaterra por causa da escravidão. Diminuição do tráfico africano de escravos.
            Nesse período a perda de autoridade do Estado do ponto de vista central desencadeou uma série de lutas pelo Brasil. Problemas econômicos na Bahia, Pernambuco e Maranhão, com queda substancial da renda per capita.
            O café surge como força agregadora a partir da década de 1830 e traz ao país solidez financeira.
            O Brasil não tinha como adotar a mesma política protecionista dos EUA, pois a base econômica da colônia já possuía bases sólidas. Nos EUA o cenário econômico era dominado pelos pequenos agricultores e pelos comerciantes urbanos.
            O Brasil possuía uma economia de caráter dependente e os EUA uma economia de caráter independente, a guerra declarada contra a Inglaterra fomentou o desenvolvimento de uma nova potência de economia.
            As tentativas de Dom João VI de fomentar o mercado consumidor falharam. O pequeno nível de consumo que existia, declinou vertiginosamente, ainda mais aquele vinculado ao artesanato têxtil.
            A impossibilidade de importar máquinas com capacidade tecnológica desencadearam ainda o processo de dependência dos grandes centros comerciais – as exportações estavam estancadas – baixa das exportações de 40% e estancamento da taxa de urbanização.
            Aparato administrativo precário do Estado – a falta de expansão de mão de obra era empecilho para o desenvolvimento do mercado interno.
            O problema da mão de obra no Brasil começa a se alterar com o desenvolvimento da economia cafeeira. O governo trouxe migrantes italianos para trabalhar na lavoura e com o pagamento de salários foi capaz de desenvolver o mercado interno.
            A crise da economia cafeeira. Queda no preço dos cafés, o volume significativo de estoque. Convênio de Taubaté – valorização artificial do café, governo comprava excedentes, financiamentos de empréstimos estrangeiros, novo imposto e desencorajamento de expansão das plantações existentes – ocorre um desequilíbrio estrutural entre a oferta e a procura do café, ocasionando uma crise sem precedentes até culminar na quebra da bolsa de valores de1929.
            Resultado da crise do café: pressão inflacionária e fim das reservas metálicas e das fugas de capitais.


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