Sunday, 12 July 2009

O conceito de partido político

Os partidos políticos apareceram com maior vigor a partir do século XIX, através do desenvolvimento do sistema capitalista e da disseminação da democracia. Para esclarecer o significado de partidos políticos faz-se necessário vincular a democracia como forma de governo que prevê a representação política, mas o que isso significa?
Significa que o povo de uma forma geral elege os seus representantes através de eleições que ocorrem periodicamente para o exercício do poder político, por isso, partido político se relaciona como uma organização de pessoas ou grupos que tem a intenção de ocupar o poder para colocar em prática os seus ideais políticos. Todo partido político tem o objetivo de conquistar o poder.
No entanto, os partidos políticos vão ser capazes de ser mais representativo quanto mais diversificado for os seus integrantes, isso significa que quanto mais diversificado socialmente for o partido, mais representatividade ele vai possuir no cenário político nacional. Quanto mais grupos sociais, por exemplo: grupos de empresários, grupos de trabalhadores, grupos de profissionais: médicos, advogados, estiverem juntos no mesmo partido, mais condições de representar a sociedade ele terá, a premissa contrária também é verdadeira, quanto menos grupos sociais o partido político tiver em seu interior, menor vai ser a condição de representar a população.
Mas, o que torna os partidos políticos importantes? A importância dos partidos políticos é que os mesmos carregam os questionamentos da sociedade, sobre aquilo que deve ser feito para colocar em prática a vontade ou obter a felicidade da maioria da população. Quando a população está descontente com um determinado partido político que está no poder, ela pode se utilizar das eleições para colocar outro partido político.

Wednesday, 8 July 2009

A assessoria política e o direito

No Brasil, a profissão de assessor político ainda não foi regulamentada. No entanto, vem sendo alvo de disputa por algumas áreas do conhecimento, principalmente no Direito, onde existe um trabalho sendo desenvolvido.
O esforço é válido, no entanto, o que precisa ser salientado é que as questões relacionadas ao direito na assessoria política é limitada, uma vez que não basta ter apenas o conhecimento jurídico para se julgar um assessor político, se fosse assim, bastaria o político contratar uma série de advogados que conseguiria dar suporte às suas demandas políticas.
O que precisa ficar claro, é que para se exercer a assessoria política é necessário ter uma gama de conhecimentos. No artigo que escrevi anteriormente, mencionei algumas habilidades que um assessor político deve ter, por isso, ela não pode ser considerada e desenvolvida apenas pelo direito, uma vez que a atuação desse profissional deve ser complexa e por isso é necessário ter uma formação diferenciada para atender a demanda que ainda irá crescer no país, tendo em vista a profissionalização que assola a classe política.
A ciência política, o jornalismo e o direito oferecem disciplinas que se complementam e que juntas podem estabelecer a diferença na formação do profissional de assessoria política, por isso, estabelecer que a profissão está ligada a apenas uma determinada área é fazer um reducionismo e não contribui para estabelecer parâmetros de quais atividades deve um assessor político realizar e dificulta a regulamentação da profissão.


Tuesday, 7 July 2009

O que é assessoria política

Assessoria política é assessorar tecnicamente um determinado político ou candidato a político. O que significa assessorar tecnicamente? É prestar assistência não somente sobre a parte jurídica ou mais especificamente sobre a elaboração de projetos de lei sobre as mais diferentes áreas, mas, principalmente sobre as questões relacionadas ao marketing político.
Em tempos de sociedade globalizada, a função da assessoria política se tornou extremamente importante, pois o político não consegue dar conta da demanda política que se espera dele, por isso, uma equipe de assessores é de fundamental importância para o desempenho de sua função legislativa.
Um assessor político, precisa dar conta e ter um conhecimento sólido sobre vários aspectos da vida política, precisa estar por dentro da legislação eleitoral, ter conhecimento sólido sobre língua portuguesa, saber redigir textos sobre os mais variados temas, ter noção de jornalismo e postura para saber orientar o político diante das câmeras, assim como auxiliar nas articulações políticas.
O político precisa possuir o carismo suficiente para poder ter forças de se eleger, ou conquistar os votos, já os assessores políticos precisam ter o conhecimento de todas as questões que envolvem a política para poder assessorar com competência.
No Brasil, poucos assessores são profissionais, muitos são colocados porque possuem graus de parentesco com os políticos. No Brasil, a função de assessor parlamentar ainda precisa ser devidamente regulamentada para que possa ser melhor administrada e até mesmo sofrer as cobranças que todas as profissões exigem, no entanto, ainda sofre com o desdém dos políticos justamente porque aí se estabelece as relações de cabide de emprego e de poder sobre os correligionários.


EM SETEMBRO, LANÇAMENTO DO LIVRO: ASSESSORIA POLÍTICA: CONCEITOS FUNDAMENTAIS. INFORMAÇÕES SOBRE O CONTEÚDO EM BREVE NESTE BLOG!!!

O que é sistema político

Significa a organização política de um determinado Estado. Sem a organização política é impossível a aplicação da política de uma forma geral. Faz parte do sistema político brasileiro: o Poder Executivo, o Poder Legislativo e o Poder Judiciário, todos possuem suas prerrogativas diante das leis.
Teoricamente, o Poder Executivo, executa as leis, o Poder Legislativo, legisla ou cria as leis, o Poder Judiciário, possui a atribuição de julgar. São órgãos que compõem o sistema político. É claro que o sistema político pode variar de país para país, mas, o que precisa ficar esclarecido é que de uma forma geral faz parte da organização política. Esses órgãos que compõem o sistema político necessitam ter relações diretas e indiretas com a população.
É necessário esclarecer que a população de uma forma geral participa das decisões políticas do sistema político. Quando o cidadão é chamado a votar a cada período, ele está diretamente influenciando o funcionamento do sistema político, isso é importante porque demonstra a capacidade do sistema político de atender as demandas ou necessidades dos cidadãos.
O sistema político tem que possuir a capacidade de sofrer transformações, e estar constantemente atrelado às mudanças da sociedade. Para explicar melhor essas transformações, cita-se a criação de novos mecanismos políticos para permitir a participação ativa da sociedade brasileira sobre as decisões políticas. Recentemente foi absorvido pelo sistema político brasileiro, os Conselhos Municipais, onde a população é chamada a participar, tendo em vista os seus interesses, assim como também foi criado as audiência públicas onde temas políticos importantes são debatidos pela sociedade.

O que é poder

Por que ter poder? Para que ele serve? Por que as pessoas lutam para conquistá-lo? Seja nas relações de trabalho, onde queremos alcançar o posto mais alto, seja nas relações com os amigos onde sempre queremos que prevaleça as nossas opiniões, reside o poder, mas porque ele é importante?
Para responder essas questões é necessário estabelecer que o poder é importante, porque através dele é possível fazer com que as pessoas façam aquilo que temos vontade, porque conquistamos alguns instrumentos de força, por exemplo: quando se atinge um posto de trabalho como o de chefia, conseguimos fazer com que as pessoas que estão sob o nosso comando, faça aquilo que queremos porque podemos mandá-lo embora ou dar-lhe uma advertência. Então, ter poder significa possuir alguns instrumentos de coerção ou de força que obrigue as pessoas a fazer aquilo que quem possui quer.
Para conquistar o poder é necessário construir as relações políticas, por exemplo (quando queremos conquistar um determinado posto na empresa em que trabalhamos e fazemos intriga do nosso chefe a um superior para tentar conquistar o espaço dele, utiliza-se nesse caso uma arma política para conquistar o objetivo) é claro que não estou mencionando e julgando as ações, se ela é ética ou não, assim como podemos tomar o espaço do chefe por meio das nossas habilidades, competência e possuir o reconhecimento da empresa, nesse caso, conquista-se o poder por méritos e não com aplicação de instrumentos que não condizem com a ética.
A forma como se luta para a conquista dos objetivos na vida é que estabelece e constrói os princípios éticos. O pensador italiano Nicolau Maquiavel ficou marcado pela frase “os meios justificam os fins”, isso significa que não importa os meios empregados para conquistar os objetivos, desde que os conquiste. A frase de Maquiavel põem por terra os princípios éticos, na medida em que se pode estabelecer qualquer atitude para conquistar os objetivos, até mesmo a violência para fazer valer as idéias e a conquistar o poder. É a conquista do poder a qualquer preço, não importando a opinião e os outros interesses em jogo.

O que é política



Política é a arte de viver em comunidade na condição de uma coexistência pacífica. A política precisa ser pensada através da perspectiva das relações de poder, mas, ao mesmo tempo, com a condição de estabelecer relações pacificas para o desdobramento das relações sociais. Política e poder não se dissociam das relações humanas.
A política é importante tão quanto o poder. Sem o poder, não haveria condições de estabelecer que as pessoas devem obedecer determinadas regras impostas pela sociedade, no sentido de desenvolver uma relação mais harmoniosa.
A pretensa harmonia que se busca nas relações sociais pode não somente ser pensada sobre a perspectiva da subserviência. A política serve para estabelecer realmente posições contrárias, por isso, pensar em política é pensar sobre as contradições existentes nas relações sociais.
Como política e poder não se dissociam, é praticamente impossível não mencionar sobre o conceito de política, as relações de conflito. A política se estabelece a priori, pelas relações de conflito que se estabelece. É no conflito que se amadurece politicamente. Embora o conflito faça parte das relações políticas, ele pode ou não servir como modelo para a substituição do sistema político.
Política e conflito andam juntos e podem ocasionar a transformação no interior do sistema político. Um exemplo clássico dos problemas relacionados com as relações de conflito é a Revolução Cubana de 1959 (Fidel Castro e Ernesto Che Guevara lideraram a rebelião comunista contra o governo capitalista de Fulgêncio Batista, tomaram o poder e deram uma novo contorno político à Cuba).
A luta pelo poder é o que caracteriza a política. O poder se traduz em um instrumento importante porque através dele se é capaz de colocar as idéias políticas de um determinado grupo ou pessoa em prática, para isso, é necessário a conquista do poder do Estado.
O Estado é o instrumento vital para o desenvolvimento das relações de poder. É através dele que o grupo ou a pessoa que o conquistou consegue colocar em prática as suas idéias, mas porque isso ocorre?
Para entender melhor, se faz necessário ressaltar que o Estado possui o monopólio ou a exclusividade dos instrumentos de poder. Só o Estado é capaz de utilizar a força para colocar ou para manter a sociedade em determinada pacificidade. Quando se expõe que somente o Estado é capaz de utilizar a força, quer dizer que é responsável pelos instrumentos de violência, por exemplo: o Exército, a Marinha e a Aeronáutica e a Polícia de uma forma geral é controlada por aqueles que detém o poder, fazendo valer as suas necessidades ou “vontades” de acordo com a situação social estabelecida.

Friday, 19 June 2009

MAIS DO MESMO

Não é de hoje que a família Sarney encontra-se na política brasileira. Há várias décadas destila o seu poder sobre o belíssimo, mas paupérrimo estado maranhense e sobre o território brasileiro. Não é segredo de ninguém que a família e o Estado brasileiro nasceram praticamente juntos, por isso, possuem o mesmo sangue. Existe uma vertente de pensamento e até mesmo alguns juristas acharam que seriam capazes de acabar com o nepotismo e as suas consequências sobre o Estado, no entanto, existe algo superior a isso, que é o fator cultural e é o que realmente determina as relações de poder que se estabelecem na política.
Tirar proveito do Estado para beneficiar a família é uma prática que já nasceu com o Estado brasileiro, vide a carta de Pero Vaz de Caminha pedindo ao Rei de Portugal uma acomodação aos seus parentes, por isso, não acho estranho nada disso acontecer e não me espanta mais esse tipo de atitude dos políticos, pois se trata de uma prática que se estabelece em todos os níveis da política nacional, seja nas Câmaras de Vereadores, seja na Câmara dos Deputados ou no Senado e nada garante que as leis vão fazer com que práticas desse tipo deixe de existir, apenas vai camuflar ainda mais o processo de corrupção estabelecido no país. Para participar de esquema de corrupção, basta apenas uma oportunidade.

Tuesday, 14 April 2009

SOBRE A "FIGURA" DO ASSESSOR PARLAMENTAR

Estou visitando muitas Câmaras Municipais pelo interior do Paraná e conversado de forma mais consistente com vários vereadores mas, percebo em conversas informais com os assessores que de uma forma geral, eles não possuem uma formação ou seja, uma capacitação formal para exercer as atividades que lhe são designadas.
É claro que não não elaborei nenhuma questão com rigor metodológico cientificamente para comprovar o fato, trata-se apenas de uma observação e uma constatação de senso comum, portanto, um estudo minucioso sobre o fato se faz necessário.
Mas, o que precisa ser salientado é de que nem sempre política e profissionalismo andam juntos, pois o que vale realmente na real politic Brazil são as relações de amizade e parentesco e o cargo de assessor acaba ficando nas mãos de séquitos ou do parente mais próximo.
Vale salientar que um assessor bem formado pode significar um gasto a menos para a política brasileira, uma que o mesmo será capaz de exercer várias funções, contribuindo para a diminuição do custo político brasileiro.

Friday, 10 April 2009

LEGITIMIDADE E SISTEMA POLÍTICO BRASILEIRO

Qual o motivo do sistema político ser legítimo? E qual é a peculiaridade que o reveste que faz com que o mesmo não seja contestado? Alguns pensadores poderão dizer que as instituições políticas funcionam normalmente e que temos eleições periodicamente, por isso, o sistema político é funcional.
Teoricamente, o sistema político brasileiro funciona realmente, mas, a questão que se coloca sobre o mesmo, não está concentrada sobre a sua funcionalidade, mas, sobre a idoneidade que deve revestir as instituições políticas democráticas. A Câmara dos Deputados, vive aprontando esquemas de desvio de dinheiro público, a nossa polícia encontra-se devastada e submersa por casos de corrupção, o Judiciário, vive na mira das ações da Polícia Federal, sendo assim, o que faz com que o sistema político brasileiro não entre em erupção? Claro que as respostas poderiam ser várias, mas, para isso, seria necessário um estudo aprofundado sobre o tema, não é essa a questão à priori, mas, a intenção é levantar a questão para que o tema seja debatido com mais profundidade, tendo em vista a importância que o reveste.
Os problemas apresentados pelas instituições políticas brasileiras são importantes, pois atingem a construção do processo de cidadania no Brasil, uma cidadania que se caracterize pela amplitude, na medida em que se crie mecanismos de vigilância das atitudes das instituições políticas.

Monday, 6 April 2009

A CIDADANIA E OS VEREADORES


Recentemente escrevi um texto sobre cidadania. Nele, eu resgatei o conceito de Marshall que propõe a cidadania em três níveis: cidadania civil, a cidadania política e a cidadania social.
A cidadania civil é marcada pelos direitos necessários à liberdade individual. A cidadania política é o direito de participar no exercício do poder político. A cidadania social refere-se ao direito a um mínimo de bem-estar econômico e de poder participar de uma comunidade de pessoas civilizadas de acordo com as prerrogativas impostas pela sociedade.
A cidadania civil no Brasil foi conquistada, o direito à liberdade individual tornou-se uma realidade. A cidadania política também foi conquistada, todos possuem a prerrogativa, através do voto de eleger os seus representantes, é claro que outros mecanismos estão criados pela legislação no sentido de fomentar a ampla participação dos cidadãos nas tomadas de decisão do Estado, mas é sobre a cidadania social que o problema se estabelece de forma mais categórica.
A cidadania social se estabelece como a mais problemática, pois está relacionada com vários fatores, entre eles e o mais importante, é sobre o processo educacional, pois é através dele que as pessoas adquirem entre outras coisas, a liberdade necessária para serem independentes dos processos que circundam o Estado.
É sobre esse pano de fundo que agem os vereadores de forma geral, estabelecendo com o cidadão de uma forma geral, uma relação mercadológica, onde o que está à venda é o voto. Não se estabelece através deste, uma crítica à atuação dos mesmos, porque na verdade faz parte do jogo do sistema político, ou seja, o vereador quer estabelecer relações com o cidadão para lhe "comprar" o voto, e o cidadão por sua vez, por necessidade, acaba por "vender" o voto.
Nesta relação, compete ao vereador tomar as rédeas do sistema, na medida em que o mesmo pode ser capaz de fomentar o processo de construção de uma cidadania social com bases mais sólidas.
Para trabalhar a cidadania com a população de uma forma geral, é necessário o estabelecimento de um projeto, e o foco tem que ser a ampliação da sua participação nas esferas públicas de decisão, como as audiências públicas, as reuniões dos conselhos municipais e sobretudo na elaboração do orçamento participativo, mas, para que isso ocorra no âmbito do município é necessário mostrar ao cidadão que estas esferas existem e que o mesmo pode participar, deliberando sobre os problemas do município.

Thursday, 12 February 2009

A POLÍTICA COMO CELEBRIDADE

Alguns anos atrás na cidade de São Paulo houve um seminário onde foi discutido o fim da política, Marilena Chauí, Marco Aurélio Nogueira e muitos outros pensadores da sociologia, da ciência política e historiadores estiveram reunidos para debater o tema.
A discussão sobre o fim da política tornou-se proeminente na roda dos intelectuais com mais vigor no final dos anos oitenta com a publicação de um texto denominado "o fim da história" por um intelectual americano denominado Francys Fukuyama, o qual afirma entre coisas que as relações políticas serão suprimidas pelas relações de mercado.
Tentando dar ênfase às propostas de Fukuyama, o jornal Gazeta do Povo da cidade de Curitiba retirou do seu tablóide o caderno de política e a substituiu pela simples expressão "Vida Pública". Nesse contexto compete ressaltar a tentativa do tablóide de banalizar o conceito de política, colocando em seu lugar uma expressão de fazer inveja aos integrantes do big brother Brasil, na medida em que todos os políticos se assemelhem às celebridades de ocasião.

Tuesday, 10 February 2009

TEMPOS MODERNOS E A MORTE DOS INTELECTUAIS

A continuar as coisas como estão, em breve, os intelectuais serão considerados peças de museus ou mesmo seres que possuíram vida durante o longínquo período jurássico. Essa constatação não é recente mas, vem se ampliando no decorrer do tempo por causa do tecnicismo que permeia as relações profissionais contemporâneas.
Tanto o tecnicismo quanto à intelectualidade formam o cidadão através de perspectivas distintas: enquanto o tecnicismo forma o cidadão através de uma perspectiva positivista e solucionadora de problemas emergentes, a intelectualidade o forma para o pensar e estabelecer relações críticas tanto com relação ao sistema de produção vigente, quanto com as relações sociais produzidas.
Nesse contexto, compete ressaltar que a relação entre o capitalismo e o criticismo produzido pelos intelectuais se caracteriza pelo antagonismo, uma vez que o sistema insiste em reduzir ao máximo a existência e a importância da classe intelectual.

O ESTADO E O MERCADO


Durante as décadas de 1980 e 1990, o conceito de Estado caiu em desgraça junto à comunidade internacional. As principais críticas em direção ao Estado se concentravam em seus gastos incomensuráveis e excesso de controle sobre as diretrizes do mercado que nessas décadas estavam em franca expansão.
Pois bem, as críticas foram ouvidas e o papel do Estado modificado: dimuíram o tamanho, freiaram os controles do Estado e tudo se caminhava em direção à felicidade plena, como se o mercado fosse capaz de resolver sozinho os seus próprios problemas.
No entanto, nos últimos dois anos com o estabelecimento da crise da economia global, o Estado precisa voltar à tona para resolver os problemas que o mercado foi capaz de criar. De acordo com o presidente americano Barack Obama o "governo federal é a única entidade capaz de oferecer recursos para reativar a economia do país, que enfrenta sua maior crise desde a Grande Depressão".
A afirmação de Obama, ressalta novamente o papel fundamental do Estado na visão contemporânea: aquele de salvador das mazelas causadas pelo liberalismo. Nesse contexto, 2009 repete 1929 e sobre este prisma existem dois alentos: o Estado não pode servir apenas para salvar o capitalismo de suas crises e de que o "laissez faire" talvez esteja com os seus dias contados.

Monday, 9 February 2009

FIAT EM CAMPO LARGO

O Prefeito de Campo Largo Edson Basso comemorou o investimento que será feio pela FIAT na cidade. São cerca de 25o milhões de reais, o que certamente aumentará a arrecadação para o ano de 2010.
A alegria do prefeito é justificável, porque afinal de contas, em tempos de crise, qualquer dinheiro é sempre bem vindo. No entanto, espera-se que realmente a promessa se cumpra, porque tanto a Chrisler, quanto à Tritec que chegaram no município fazendo alarde de grandes investimentos e geração de emprego e renda, foram embora e o município arcou com as despesas e as promessas não cumpridas.

UNIVERSIDADE PÚBLICA E O PARANÁ

O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) vinculado ao Ministério da Educação apontou em recente estudo que em cada 4 alunos de cursos de graduação no Estado do Paraná, um se encontra matriculado em universidade pública.
Esses números colocam o estado do Paraná em 2º no ranking nacional, perdendo apenas para o estado de São Paulo.

OS DINOSSAUROS DO CONGRESSO NACIONAL

A reportagem de um periódico inglês diz que as eleições de Michel Temer para presidente da Câmara dos Deputados e de José Sarney para a presidência do senado se caracterizam como um retrocesso na política brasileira, atribuindo até mesmo a alcunha para ambos os eleitos de dinossauros da política.
Entretanto, no Brasil, quando o assunto é política, os avanços são realmente propostos só para os "ingleses verem", na verdade, o que prevalece é a famosa frase do político mineiro Antonio Carlos do século XIX, "vamos mudar tudo, para que tudo continue como está".
Nesse caso, não mudou-se absolutamente nada e nem tentaram disfarçar aos olhos dos ingleses que a política brasileira sempre será como sempre foi, ou seja, sem mudanças e sem perspectivas de um futuro melhor.

SOBRE O EDMAR DO CASTELINHO


O Deputado Federal Edmar Moreira, aquele que se esqueceu de declarar em seu imposto de renda um castelo no Estado de Minas Gerais no valor de vinte e cinco milhões de reais, agora será cassado pelo Partido Democratas.
O Deputado Federal, Rodrigo Maia presidente do Partido dos Democratas em entrevista, disse que irá propor a expulsão do Deputado no partido, para isso se baseia no histórico de Edmar na casa legislativa. Segundo Maia, o Deputado sempre priorizou as relações pessoais em detrimento dos interesses do legislativo.

Friday, 6 February 2009

"POLÍCIA PARA QUEM PRECISA"

Quando era menino na cidade de Araraquara, acostumava a brincar de soldado e ladrão junto com os amigos. Nós separávamos a turma que fazia parte da polícia e a turma dos ladrões e quando os membros da polícia pegava algum "ladrão", este era imediamente levado para uma prisão imaginária até que algum outro "ladrão" o salvasse com um toque.
No entanto, há de se considerar que mesmo nas tenras imaginações, não se pensava em fazer conluio, ou seja, nem polícia e nem ladrão faziam pacto para burlar as regras do jogo, ou seja, polícia era polícia e "ladrão" era "ladrão", os conceitos e funções eram bem definidos.
Essa semana no interior de São Paulo, polícia e ladrão fizeram um pacto para agirem juntos no roubo a um determinado banco. O banco foi assaltado, o alarme acionado e o posto policial que ficava a quatrocentos metros do banco, demorou nada menos que vinte minutos para atender o chamado. É claro que quando a polícia chegou, os ladrões já tinham se retirado do local.
Em tempos de crise ética e moral que assola a sociedade as pessoas já não se espantam mais com notícias como essa, porque paira sobre o senso comum que todos são corruptíveis e que todos os papéis sociais exercidos na sociedade levam a um só caminho: à busca de uma fortuna imaginária e que para alcançá-la é possível fazer qualquer coisa, até mesmo, reconstruir conceitos e papéis sociais.
Na relação entre polícia e ladrão, lembrei-me de uma canção de Chico Buarque na qual ele diz: "chame o ladrão, chame o ladrão, chame o ladrão".

ORÇAMENTO PARTICIPATIVO DE CAMPO LARGO


Na distribuição de cargos do segundo mandato do prefeito Edson Basso, o PT (Partido dos Trabalhadores) ficou sendo o responsável pela organização do orçamento participativo.
Até aí, tudo bem, manteve-se a coerência, pois foi o partido pioneiro na aplicação desse instrumento democrático de governo.
No entanto, é justo lembrar, que Campo Largo é governada por uma elite conservadora e que utiliza todos os recursos possíveis para manter os seus privilégios e o PT se caracteriza como um partido sem tradição local.
Por conseguinte, na apresentação do orçamento participativo, alguns princípios democráticos foram enfatizados, tais como, a auto regulamentação, a constituição de espaços deliberativos, as eleições de delegados que representam a comunidade, a prestação de contas e a inclusão social.
Ora, esses princípios são fundamentais para a manutenção e a ampliação do processo democrático que deveria permear não somente os princípios do orçamento participativo, mas também os Conselhos Municipais que são fundamentais para a gestão municipal.
Nesse contexto, compete perguntar, será o PT capaz de aplicar os princípios democráticos no orçamento participativo de Campo Largo sem se deixar influenciar pela elite conservadora?

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