Monday, 19 January 2026

Conversas do Podcast Uniara - Fabio Leite - ex jogador de futebol

 

Fábio Leite iniciou sua trajetória no futebol nas categorias de base da Ferroviária, em Araraquara. Antes disso, jogou por times da cidade, como o Palmeirinha, onde atuou por cerca de sete anos. Naquela época, os campos eram de terra e as condições bem diferentes das atuais, mas a paixão pelo esporte era o que movia os jovens atletas.

Em 1991, Fábio começou no futsal da Ferroviária e, dois anos depois, foi levado para o campo pelo então presidente Parelli, que o viu jogar como pivô e o convidou para atuar como centroavante. Aos 16 anos, ingressou nas categorias de base da Ferroviária, treinando com nomes importantes e, em 1996, chegou ao time profissional. Sua estreia foi contra o União São João de Araras, pelo Campeonato Paulista da Primeira Divisão.

Aquele ano, no entanto, foi difícil para o clube, que acabou sendo rebaixado. Fábio relembra que muitos jogadores experientes deixaram o time, e os jovens da base assumiram a responsabilidade de encerrar a temporada. Apesar das dificuldades, ele considera que o momento abriu portas para que novos talentos tivessem oportunidades no futebol profissional.

Após o término do contrato com a Ferroviária, Fábio seguiu para a Matonense, em 1997, onde viveu uma das fases mais marcantes da carreira. Sob o comando de Roberto Brida e, posteriormente, de Luiz Carlos Ferreira, conquistou o acesso e o título da Série A2 do Campeonato Paulista. Em 1998, foi levado por Ferreira para o São Caetano, junto com outros 14 jogadores da Matonense. Lá, participou de campanhas vitoriosas, conquistando títulos da Série A3 e da Série C do Campeonato Brasileiro.

Fábio permaneceu no São Caetano até 1999, quando sofreu uma lesão no joelho. Depois disso, passou por clubes como Barretos, Taubaté, Garça, Mirassol e São Carlense. Encerrou a carreira aos 28 anos, em 2003, após enfrentar dificuldades financeiras e problemas físicos. Ele conta que, em alguns clubes, chegou a jogar por renda, sem receber salário fixo, o que o levou a repensar o futuro.

Mesmo após pendurar as chuteiras, Fábio não se afastou do esporte. Formou-se em Educação Física e passou a atuar na área, mantendo o vínculo com o futebol por meio de projetos e escolinhas. Ele destaca que, na época em que jogava, as condições eram precárias: campos ruins, falta de estrutura médica e física, e pouca valorização dos atletas. Hoje, reconhece que o cenário melhorou, com mais profissionalismo, melhores salários e infraestrutura.

Entre os treinadores que mais o marcaram, Fábio cita Luiz Carlos Ferreira, conhecido como “rei do acesso”, pela capacidade de montar equipes competitivas e disciplinadas. Ele também relembra com carinho os companheiros de equipe e os momentos vividos em clubes do interior paulista, que, segundo ele, moldaram seu caráter e sua visão de vida.

Atualmente, Fábio participa do grupo de ex-atletas da Ferroviária, os Veteranos, que realiza jogos beneficentes e confraternizações pela região. Para ele, é uma forma de manter viva a amizade, o amor pelo futebol e a história construída dentro de campo.

“Sou grato pela minha carreira. Foi simples, mas digna. O futebol me ensinou muito sobre esforço, superação e companheirismo. E é isso que levo comigo até hoje”, conclui Fábio Leite.

 

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