Fábio
Leite iniciou sua trajetória no futebol nas categorias de base da Ferroviária,
em Araraquara. Antes disso, jogou por times da cidade, como o Palmeirinha, onde
atuou por cerca de sete anos. Naquela época, os campos eram de terra e as
condições bem diferentes das atuais, mas a paixão pelo esporte era o que movia
os jovens atletas.
Em
1991, Fábio começou no futsal da Ferroviária e, dois anos depois, foi levado
para o campo pelo então presidente Parelli, que o viu jogar como pivô e o
convidou para atuar como centroavante. Aos 16 anos, ingressou nas categorias de
base da Ferroviária, treinando com nomes importantes e, em 1996, chegou ao time
profissional. Sua estreia foi contra o União São João de Araras, pelo
Campeonato Paulista da Primeira Divisão.
Aquele
ano, no entanto, foi difícil para o clube, que acabou sendo rebaixado. Fábio
relembra que muitos jogadores experientes deixaram o time, e os jovens da base
assumiram a responsabilidade de encerrar a temporada. Apesar das dificuldades,
ele considera que o momento abriu portas para que novos talentos tivessem
oportunidades no futebol profissional.
Após
o término do contrato com a Ferroviária, Fábio seguiu para a Matonense, em
1997, onde viveu uma das fases mais marcantes da carreira. Sob o comando de
Roberto Brida e, posteriormente, de Luiz Carlos Ferreira, conquistou o acesso e
o título da Série A2 do Campeonato Paulista. Em 1998, foi levado por Ferreira
para o São Caetano, junto com outros 14 jogadores da Matonense. Lá, participou
de campanhas vitoriosas, conquistando títulos da Série A3 e da Série C do
Campeonato Brasileiro.
Fábio
permaneceu no São Caetano até 1999, quando sofreu uma lesão no joelho. Depois
disso, passou por clubes como Barretos, Taubaté, Garça, Mirassol e São
Carlense. Encerrou a carreira aos 28 anos, em 2003, após enfrentar dificuldades
financeiras e problemas físicos. Ele conta que, em alguns clubes, chegou a
jogar por renda, sem receber salário fixo, o que o levou a repensar o futuro.
Mesmo
após pendurar as chuteiras, Fábio não se afastou do esporte. Formou-se em
Educação Física e passou a atuar na área, mantendo o vínculo com o futebol por
meio de projetos e escolinhas. Ele destaca que, na época em que jogava, as
condições eram precárias: campos ruins, falta de estrutura médica e física, e
pouca valorização dos atletas. Hoje, reconhece que o cenário melhorou, com mais
profissionalismo, melhores salários e infraestrutura.
Entre
os treinadores que mais o marcaram, Fábio cita Luiz Carlos Ferreira, conhecido
como “rei do acesso”, pela capacidade de montar equipes competitivas e
disciplinadas. Ele também relembra com carinho os companheiros de equipe e os
momentos vividos em clubes do interior paulista, que, segundo ele, moldaram seu
caráter e sua visão de vida.
Atualmente,
Fábio participa do grupo de ex-atletas da Ferroviária, os Veteranos, que
realiza jogos beneficentes e confraternizações pela região. Para ele, é uma
forma de manter viva a amizade, o amor pelo futebol e a história construída
dentro de campo.
“Sou
grato pela minha carreira. Foi simples, mas digna. O futebol me ensinou muito
sobre esforço, superação e companheirismo. E é isso que levo comigo até hoje”,
conclui Fábio Leite.

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